Monthly Archives

fevereiro 2017

Você é um Líder de Si Mesmo?

By | Coaching, Desenvolvimento Humano | No Comments

Nada é mais conclusivo para provar a capacidade de liderança de um homem que as ações empreendidas, dia após dia, para liderar a si mesmo” (Thomas J. Watson, ex-diretor da IBM).

 

Quem é você? Quais são seus pontos fortes e pontos fracos? Aonde você quer chegar? ”.

Você tem respostas objetivas para estas perguntas?

 

Muitas pessoas com talento, habilidade e boas oportunidades, e entre eles vários líderes, estão bem longe de onde poderiam estar principalmente pela falta de autoconhecimento e autoliderança, dois fundamentos básicos para quem pretende liderar outras pessoas.

Liderar pessoas não é uma tarefa simples, contudo, não existe resistência maior do que liderar a si mesmo, fazendo com que o próprio líder se torne o seu maior inimigo, porque a autoliderança é uma das ações que mais exige equilíbrio, determinação e disciplina por parte do líder.

Os desafios começam na própria essência do ser humano, que já vem de fábrica com algumas características bem interessantes:

 

  • A visão que temos de nós mesmos na maioria das vezes não é realista, ou seja, não somos exatamente o que pensamos ser;
  • Somos capazes de formular conceitos sobre qualquer outra pessoa, exceto sobre nós mesmos;
  • Temos a tendência de julgar os outros por suas ações, e a nós mesmos pelas intenções, usando, assim, nossas boas intenções para justificar erros e amenizar resultados negativos.

Em um dos treinamentos que aplicamos, perguntamos aos participantes: Quando eu falo a palavra “Liderança” que nome lhes vem à cabeça? 90% dos participantes citam os nomes de seus gestores, referências do mercado, líderes mundiais. Apenas 10% citam o próprio nome como referência a palavra “Liderança”.

Despertar para o verdadeiro sentido da palavra “Liderança” é um trabalho desafiante, mas que traz resultados fidelizados para a vida dos que se permitem essa nova visão.

Liderança não representa um cargo, não é um título concedido pela empresa. Liderança é um papel a ser exercido e todos tem a capacidade de fazer isso.

Para alcançar resultados extraordinários é preciso ser líder de si mesmo e, isso representa conhecer-se na essência, buscar evidenciar os pontos fortes em seus comportamentos e eliminar aqueles que sabotam seu sucesso.

Para isso, quatro competências são necessárias: autoconhecimento, disciplina diária, trabalho em equipe e obtenção de resultados.

O autoconhecimento é a capacidade de controlar o próprio comportamento e, portanto, lidar de forma estável com os outros. Ser protagonista na ação. Você vai lidar com pessoas diferentes o tempo todo e precisará fazer com que essas relações funcionem bem a sua volta. Nem sempre é possível controlar os outros, mas você pode controlar o seu comportamento frente aos outros.  Conhecer-se e reconhecer-se é o primeiro passo para ampliar a sua liderança.

 

Disciplina Diária é a Capacidade de controlar bem o seu tempo e estabelecer prioridades. Para isso duas coisas são necessárias: Gestão do tempo e gestão de prioridades. Gestão do tempo é micro. É seu dia a dia. A forma como você divide o seu tempo em blocos e gerencia ele para ter certeza que você vai fazer tudo que você tem que fazer e Entregar o que promete com qualidade. Gestão de Prioridades tem a ver com sua vida, não só o trabalho. Ser capaz de equilibrar a forma como você divide o tempo para os vários blocos da sua vida de uma forma que isso seja sustentável

 

Trabalho em Equipe é a Capacidade de lidar bem com os outros. As palavras chaves para desenvolver essa competência são: Protagonismo e cooperação. Em Qualquer situação você tem duas opções: Liderar ou Seguir. Mesmo que você não seja o líder, você pode ser quem ajuda as coisas acontecerem melhor ou pode ser um cara indiferente que está observando a ação acontecer. Qual o seu perfil na equipe?

 

Obtenção de Resultados é a capacidade de produzir resultados e entrega-los com consistência. Esta competência nos faz focar nos diagnósticos e nas propostas para solução e não nos problemas. Ir além da sua função, enxergar o macro e ter a visão ampliada para qualquer desafio dá trabalho, mas nos faz perceber que somos capazes de muito mais.

 

O líder que deseja influenciar pelo exemplo, tem, em primeiro lugar, o grande desafio de liderar a si mesmo por meio de autoconhecimento e autoliderança, conquistando equilíbrio em sua vida pessoal e profissional. Antes de inspirar, motivar, amar e servir aos outros, é preciso que o líder o faça a si mesmo, viajando pelo interior antes de se aventurar pelo exterior, já que a jornada do crescimento, da liderança e do sucesso começa pelo lado de dentro.

 

 

 

 

 

 

Case: Estúdio Acqua Fitness desenvolve a liderança de seus colaboradores

By | Coaching, Colaboração, Desenvolvimento Humano | No Comments

 

No último dia 18 de fevereiro, a Colabore esteve com gestores e colaboradores do Estúdio Acqua Fitness em busca do desenvolvimento pessoal.

A empresa que investe com frequência na capacitação técnica da sua equipe, investe também no desenvolvimento pessoal de cada colaborador.

O tema dessa rodada de desenvolvimento foi “ Liderança de Si Mesmo”.

Muito se fala sobre liderar equipes, alcançar resultados positivos, mas com certeza antes de liderar o outro, um bom líder deve exercer esta liderança sobre si mesmo.

Para alcançar resultados extraordinários é preciso ser líder de si mesmo e, isso representa conhecer-se na essência, buscar evidenciar os pontos fortes em seus comportamentos e eliminar aqueles que sabotam seu sucesso.

O treinamento foi dividido em duas fases, trabalhando as competências necessárias para ser um líder de si mesmo:

  1. Autoconhecimento
  2. Disciplina Diária
  3. Trabalho em Equipe
  4. Obtenção de Resultados

Nessa primeira fase, foram trabalhadas as competências de autoconhecimento e disciplina diária.

No dia a dia do Estúdio eles lidam com pessoas diferentes o tempo todo e precisam fazer com que essas relações funcionem a sua volta. Para isso precisam controlar o próprio comportamento para lidar de forma estável com os outros. Durante o treinamento, tiveram acesso a várias ferramentas de autoconhecimento que fazem com que os indivíduos gerem clareza, fortaleça os seus pontos positivos e permita a abertura de reflexões e mudanças.

Um líder de si mesmo precisa ainda desenvolver a competência de controlar bem o seu tempo e suas prioridades. Gestão do tempo é micro. É o dia a dia. A forma como divide o seu tempo em blocos e gerencia para ter certeza que vai fazer tudo que você tem que fazer e entregar o que promete com qualidade. Já a Gestão de Prioridades tem a ver com sua vida, não só o trabalho. Ser capaz de equilibrar a forma como você divide o tempo para os vários blocos da sua vida de uma forma que isso seja sustentável.  Tríade do Tempo e Roda da Vida foram as duas ferramentas aplicadas para essa competência.

Qualquer profissional, seja de qual área for sendo gestor ou não, tem obrigação de ser líder da própria vida.

E para isso ele precisa se conhecer, sabendo seus pontos fortes e pontos a melhorar e fazer uma boa gestão do seu tempo e de suas prioridades.

E você leitor,

É um líder de si mesmo?

O que te impede de ser um líder de si mesmo?

O que você pode fazer hoje para ser um líder de si mesmo?

 

Nosso Cliente

 

Há 37 anos no mercado, 31 deles com o nome de Golfinho e 6 com o atual nome de  Estúdio Acqua Fitness, a empresa é referência em natação adulto e infantil com a metodologia Gustavo Borges, hidroginástica e também em exercícios funcionais. Sempre em busca da inovação, trouxe para Campo Grande o Aqua Hiit Cross, uma modalidade exclusiva que trabalha circuitos de exercícios funcionais dentro da piscina. Se você não é fã de piscina, o estúdio oferece funcional de solo inclusive com turmas exclusivas de Kids. Venha conhecer o Estúdio Acqua Fitness. Rua Coronel Manoel Cecílio, 780 Telefone (067) 3383-2215.

 

 

 

 

Case: Restaurante São Pedro investe no desenvolvimento de seus colaboradores

By | Colaboração, Desenvolvimento Humano, Geral | No Comments

A Colabore por onde passa leva a marca da cooperação, compartilhamento e com toda certeza colaboração. O fato de que somos movidos por esses pilares nos impulsionam cada vez mais a acreditar e desenvolver empresas que não medem esforços para garantir qualidade de vida e melhorias para seus colaboradores.

Nesta última terça e quarta feira (13 e 14), estivemos no Distrito de Congonhas, mais conhecido pelos moradores como “Posto São Pedro” e efetuamos a continuação de um trabalho que já vem sendo desenvolvido há um ano no Restaurante São Pedro.

Mensalmente, investem em treinamentos para a melhoria constante de cada colaborador e como consequência, cada indivíduo soma bons frutos após cada treinamento aplicado. Desde aprendizagem financeira, renovação de metas, melhoria no trabalho em equipe e consequentemente no atendimento que eles oferecem para você que que pelo menos uma vez na vida, já deve ter passado pela BR 163 e se dispôs a parar e experimentar qualquer uma daquelas delícias.

A Colabore não mediu esforços e levou muito conhecimento teórico e dinâmico para que dessa maneira além do aprendizado fosse também possível a distração positiva dos envolvidos. Ao longo do treinamento e dos desafios propostos ouvíamos e víamos de um tudo. Pessoas dizendo: “não posso participar dessa dinâmica pois sou gordinha” e ao chegar ao final da experiência poder falar com alívio e alegria: “não preciso mais ser preconceituosa comigo! Percebi que sou capaz de fazer qualquer coisa, independentemente de ter corpo de revista ou não!”. Em outros momentos presenciamos falas antes negativas do tipo: “não vamos conseguir, não temos capacidade para isso!” e novamente ao final da experiência se desculpar com o grupo por tentar sem perceber desestimular o meio.
Focamos em dois dias de treinamento, onde no primeiro momento voltamos inteiramente no indivíduo estimulando o autoconhecimento e no segundo dia, trabalhamos o todo: eu como equipe.

 

Primeiro dia:

Arquétipos comportamentais

Metaprogramas

Vivencias práticas do EU com o método CAHAM

Segundo dia:

Mapa X Território

Reconhecendo sua liderança

Feedbacks

Os resultados são notáveis, pois a estrutura escolhida atende exatamente os pontos que a empresa necessita para o trabalho individual e de equipe. Como consequência fortalece o elo, gera clareza sobre as lideranças existentes e estimula a liderança para um despertar dos ponto de vista dos liderados. Tanto arquétipos como os metaprogramas, possuem um valor enorme no autoconhecimento e faz com que o indivíduo gere clareza, fortaleça os seus pontos positivos e permita a abertura de reflexões e mudanças. Quando abordamos o mapa x território, entregamos uma ferramenta importantíssima que tem um peso relativamente fundamental nas organizações, a forma como enxerga-se determinado assunto ou acontecimento. De que maneira utiliza-se, como amplia-se essa visão e como percebem-se um ao outro. Na sequência foi trabalhado o tipo de liderança existente e como cada um se identifica e utiliza deste meio,  situações do tipo: como fazer e como não fazer! Em muitos casos até mesmo a tomada de consciência da falta de uma liderança e na sequencia como desenvolve-la.

Finalizando de maneira solida com o entendimento dos tipos de feedbacks (direita, esquerda, sanduiche), o que são, para que servem e como são utilizados. Os feedbacks possuem uma notória importância no meio empresarial e antecedem muitos acontecimentos e evitam-se transtornos no meio.

Todas essas vertentes foram possíveis pois trabalhamos com Programação Neolinguística, Psicologia positiva e diretamente com o método EXCLUSIVO da Colabore o CAHAM (Clareza, Atitude, Humanização, Ação e Motivação).

Atualmente a mentalidade empresarial já está em constante mudança, o que facilita com que grandes líderes ficassem atentos e permitissem o trabalho de empresas preparadas e aptas no assunto assim como a Colabore para estarem a frente do desenvolvimento de suas equipes e gestões. Nossos resultados possuem base em diminuição de turnover (rotatividade de pessoal), motivação, estímulos e aprimoramento de lideranças, gestão de tempo e aprendizagem colaborativa. O que resulta em benefícios financeiros e socioculturais dentro das organizações. Cada vez mais empresas investem nessa ideia e se mantém no mercado com diversos diferenciais.

 

A Colabore agradece a confiança do senhor José Catarino Paim e Juliane Rossi Paim, por confiar em nossa equipe capacitada para treinar e desenvolver os seus 24 colaboradores e despertar valores e competências adormecidas.

 

 

Sobre Nosso Cliente

 

O Restaurante São Pedro possui 26 anos de existência, Os proprietários (pai e filha) José Catarino Paim e Juliane Rossi Paim estão à frente dos negócios desde que mudaram-se de Santo Augusto RS. Durante esses anos muitas mudanças ocorreram e hoje ambos prezam cada vez mais por melhorias tanto na parte física, quanto sociocultural de seus colaboradores.

O Restaurante, traz consigo colaboradores com mais de 20 anos de “casa”. Uma comprovação de que é uma empresa viável, sustentável e que visa tanto o bom atendimento, quanto qualidade. Como produto principal, eles oferecem os pães caseiros que são além de muito atrativos visualmente e acompanhados de sabores únicos e memoráveis. Outras iguarias como chipas e pães de queijo que fazem o ponto fortalecer-se a cada ano que passa.

O quanto você se motiva?

By | Geral | No Comments

 

Motivar-se, motivar a sua empresa, seus colaboradores. É algo necessário? Sim. Na verdade podemos afirmar que é imprescindível! Quanto mais estar atento as necessidades de sua equipe e motivá-los, mais os resultados em grupo melhorarão, mais os resultados financeiros aparecerão. Motivação é um dos meios mais eficazes para se chegar a um objetivo.

Vale salientar que a arte da motivação deve ser feita com grande constância, de preferência de forma diária. Deve fazer parte de nossas vidas, assim como o banho, a alimentação dentre outros hábitos diários.

Ok! Mas de fato o que é a motivação?

Motivação é o impulso interno que nos permite levar a ação. O que na verdade é o motivo da sua ação. A motivação é uma das chaves para a compreensão do comportamento humano, que por sua vez age sobre emoção, ação, pensamentos e etc. Tudo isso faz com que envolva anseios, desejos e esperanças. Tudo quanto um indivíduo precisa para atingir, conquistar e superar algo.

Já se pegou alguma vez com uma inspiração fora do comum? Ou após ter escutado algo e aquilo moveu dentro de você todas as suas forças para ir em busca de algo? Se sim. Isso é uma premissa da motivação, você já passou algumas vezes por esse estado. E a motivação tem prazo de validade, por isso é importante revalidar a motivação, se manter em busca de coisas e situações que vão contribuir.

Empresas investem com uma grande força em produtos motivacionais e a tendência só aumenta, tudo isso é fruto dos resultados surgidos a partir de cada treinamento motivacional que suas empresas recebem, fruto de um trabalho cuidadoso com os colaboradores, afim de ajuda-los em suas conquistas pessoais através de um trabalho muito bem realizado na empresa.

A empresa que investe contribui com a vida do colaborador de várias maneiras e como consequência possuem uma retenção maior de funcionários. E o mais importante, funcionários com qualidade, saúde mental e física em dias.

As perguntas corretas a serem feitas agora são:

Eu motivo a minha empresa?

O que falta para a minha empresa estar alinhada?

O quanto posso contribuir para o crescimento individual dos meus colaboradores?

Quem de fato gosta de trabalhar na minha empresa?

 

E fique tranquilo, se você não investia nesse tipo de campo, nada está perdido. O que você pode fazer nesse momento é contratar um equipe especializada na área e cuidar do seu bem precioso e manter sua equipe saudável.

Afinal o que te impede hoje de possuir treinamentos motivacionais junto a sua equipe?

Colabore sempre com o crescimento de cada indivíduo e colha os bons frutos!

 

Metodologias Vivenciais

By | Colaboração, Desenvolvimento Humano | No Comments

O capital humano passou a ser questão vital para o sucesso do negócio, o principal diferencial competitivo das organizações bem-sucedidas. As corporações necessitam de pessoas espertas, ágeis, inteligentes, empreendedoras e dispostas a assumir riscos. São as pessoas que fazem as coisas acontecerem. Que conduzem os negócios, criam os produtos e prestam os serviços de maneira excepcional. E para isto, as empresas investem pesadamente em programas de treinamento e desenvolvimento de pessoas. Para essas seletas empresas, treinamento não é um custo, pelo contrário, trata-se de um precioso e rentável investimento no futuro da organização e nos colaboradores que nela atuam.

O treinamento é utilizado com o objetivo geral de desenvolver pessoas, tanto na aprendizagem de novas habilidades quanto na ampliação daquelas já existentes, uma vez que as pressões socioculturais, tecnológicas, econômicas e políticas direcionam as organizações contemporâneas a se adaptarem às exigências que o mercado impõe, focando mais intensamente o capital humano. De forma mais simples, podemos dizer que o treinamento eficaz leva o aprendiz a ser capaz de fazer algo que ele nunca fez antes, e fazê-lo sem a assistência de quem ensina.

Dentro deste contexto, a metodologia vivencial de treinamento vem se destacando. Este modelo tem como característica principal o caráter inovador e não convencional da aprendizagem. Propõe atividades onde os participantes são retirados de suas zonas de conforto habitual e incentivados a superar desafios, testar seus limites e resolver criativamente os obstáculos enfrentados.

A sabedoria milenar nos ensina: “O que ouço, esqueço. O que vejo, lembro. O que faço, aprendo”. O método vivencial
trabalha exatamente estes três conceitos, fazendo com que a aprendizagem seja adicionada através de experiências didáticas, simulações e trabalhos lúdicos. Os participantes enfrentam situações que questionam seus paradigmas, exigindo criatividade e vontade de mudar para superá-las.

Trata-se de um método dinâmico que possibilita ao treinando um maior discernimento em relação ao processo decisório empresarial, uma vez que é composto por atividades que oportunizam vivenciar situações análogas ao cotidiano das organizações. Funciona como uma espécie de laboratório. Sendo assim, se pilotos utilizam simuladores de vôo e cientistas realizam experimentos em laboratórios, executivos recorrem às técnicas vivenciais para testar e treinar estratégias e decisões

Essa metodologia tem crescido a cada ano entre as organizações, pois facilita o desenvolvimento de habilidades e competências comportamentais com um índice de aproveitamento muito superior às demais metodologias encontradas no mercado. Todo treinamento é menos proveitoso quando seus participantes interagem de forma passiva. Neste ponto a metodologia vivencial se difere, pois é caracterizada pela experimentação ativa dos participantes, onde o papel principal da aprendizagem fica a cargo do próprio treinando. Isto facilita um envolvimento maior deste, na busca por uma aprendizagem mais efetiva, proveitosa, competitiva e duradoura

 

A Liderança Colaborativa

By | Colaboração, Desenvolvimento Humano, Economia | No Comments

 

O mercado empresarial não tem mais dúvidas de que o atual cenário exige que se tenha, em qualquer área, uma nova forma de pensar, novas pessoas, novos perfis e novas competências. E, dentro dessas novas formas de pensar, encontra-se a colaboração entre os líderes na busca de oportunidades.

Mais do que apenas atuar como uma equipe nas crises, as altas lideranças dentro das empresas devem trabalhar de forma colaborativa para aproveitar as oportunidades do momento.

Faz-se necessário uma nova postura dos líderes da nova geração afim de garantir a sustentabilidade do seu negócio.

Você já parou para pensar como seria o nosso mundo sem a Colaboração e a Cooperação?

Como seriam os transportes de hoje se o invento da roda não fosse compartilhado? Como seria a nossa saúde se as drogas que combatem muitas doenças não fossem compartilhadas?

A nossa essência é cooperativa.

A Colaboração e a Cooperação, longe de serem uma utopia, estão no centro de nossas atividades mais inovadoras em ciência, cultura e negócios.

O modelo colaborativo é cada vez mais presente, graças à sociedade em rede, e será o modelo de futuro.

A hierarquia é substituída pelo diálogo, os processos são substituídos pelos valores. A tomada de decisão, renda, poder, recursos, conhecimento são compartilhados. Neste modelo estamos em rede, todos somos protagonistas, somos coautores, e, portanto, corresponsáveis.

Com a consciência de que a vida flui em rede, muitos já começaram a adotar modelos colaborativos guiados pelo bom senso do coletivo e do compartilhamento.  Wikipédia Uber, Airbnb, são algumas das inúmeras iniciativas que sequer existiriam fora desse modelo.

A cada dia, aumenta o reconhecimento de que o que mais importa para nós vem de relacionamentos e para que esses vínculos se estabeleçam, precisamos trocar o domínio da competição e do medo por ambientes e processos de cooperação e confiança.

O sucesso evolutivo depende da nossa capacidade para solução de problemas complexos.

A Ciência já comprovou que isso somente será possível mediante cooperação (onde todos ganham), e não competição (um ganha, outro perde).

O comportamento humano está em evolução e com a economia não seria diferente.

O capitalismo está dando à luz a um novo sistema econômico chamado Economia Colaborativa e já está mudando o modo como nos organizamos, democratizando a economia e criando uma sociedade muito mais sustentável.

Frente essa nova economia, o futuro do trabalho como nós conhecemos está mudando de uma abordagem autoritária ultrapassada para esquemas colaborativos.

As empresas, seus administradores e seus funcionários precisam se adaptar a isso para sua sobrevivência.

Uma empresa colaborativa basicamente consiste nisso: ela engaja o seu time interno com parceiros e clientes, fazendo com que eles tenham voz ativa o tempo inteiro e sejam capazes de ampliar a gestão do conhecimento e incentivar a aprendizagem social.

Segundo o site da Harvard Business Review Brasil, um número crescente de empresas já está colhendo os frutos desse modelo colaborativo no ambiente de trabalho, como a IBM, Citibank, NASA e 3M. Elas conseguiram reduzir taxas de erro em 75% em seis anos e registraram um aumento anual de 10% na produtividade, ao mesmo tempo tornando os produtos mais inovadores e tecnologicamente sofisticados.

Para estimular a colaboração empresarial. A nova liderança deve tomar novas iniciativas organizacionais como:

  • Definir e criar um propósito comum;
  • Cultivar a ética da contribuição para gerar confiança entre os seus funcionários;
  • Desenvolver processos que permitam às pessoas trabalhar juntas em projetos flexíveis, mas disciplinados;
  • Criar uma infraestrutura na qual a colaboração seja valorizada e recompensada.

Desenvolver comportamentos colaborativos, compartilhar e incentivar o compartilhamento de ideias, tomar decisões colaborativas e construir projetos colaborativos são competências necessárias ao líder que quer manter a sustentabilidade da empresa nesse novo cenário econômico.

Este tipo de liderança é extremamente novo nas organizações mundiais, mas está se tornando cada vez mais importante por uma série de razões bem documentadas: a mudança das estruturas organizacionais hierárquicas para horizontais; estruturas organizacionais achatadas; a tecnologia da informação, que permite às pessoas se comunicarem mais facilmente através das fronteiras; aumento da complexidade dos problemas das organizações que necessitam ser resolvidos diariamente e a economia global.

Não podemos forçar a colaboração, mas podemos esperá-la. As habilidades necessárias estão postas e precisam ser desenvolvidas.

Capitalismo dará lugar à economia colaborativa

By | Coaching, Colaboração, Desenvolvimento Humano, Economia, Vendas | No Comments
DA FOLHA DE SÃO PAULO
Uma visão extrema: o capitalismo perderá a dominância e dará lugar à economia colaborativa, compartilhada, em meados do século 21.
O raciocínio é desenvolvido em “Sociedade com Custo Marginal Zero”, do economista norte-americano Jeremy Rifkin, que ensina executivos a tornar suas empresas sustentáveis na escola de negócios Wharton (da Universidade da Pensilvânia, nos EUA). O autor também publicou o best-seller “A Terceira Revolução Industrial”.
Para ele, o dinamismo e a eficiência produtiva do sistema, somados à evolução das máquinas, serão os responsáveis por seu colapso.
Rifkin aponta que o grande e constante avanço tecnológico possibilita um ritmo de produção cada vez mais acelerado, tornando o custo marginal –preço para produzir uma unidade a mais de determinado produto– muito próximo de zero. Assim, o acesso a tudo se torna mais fácil.
Com essa perspectiva, relata que lucros das corporações começam a diminuir, a ideia de propriedade vai se enfraquecendo e uma economia baseada em escassez é substituída por uma cena de abundância. As pessoas passam a compartilhar bens, desfrutam de produtos ou serviços, sem necessariamente comprá-los.
Para Rifkin, uma sociedade com essa característica torna-se um cenário ideal para promover o bem-estar geral, representando o triunfo do capitalismo e, ao mesmo tempo, a sua inevitável saída do palco mundial.
De acordo com o autor, “enquanto o mercado capitalista baseia-se no interesse próprio e é guiado pelo ganho material, os bens comuns sociais são motivados por interesses colaborativos e guiados por um profundo desejo de se conectar com os outros e de compartilhar”.
POSSE X ACESSO
Rifkin diz que, se a propriedade privada é a característica definidora de um sistema capitalista, então o automóvel particular é seu símbolo de status. Comparando novas gerações com a sua, o autor vê um decréscimo no número de jovens que dão extrema importância aos automóveis.
Ele destaca empresas como a Zipcar ou a City Car Share, nos EUA, cujo objetivo é disponibilizar veículos e estimular a ideia de acesso –não mais a posse.
A tendência de compartilhar tudo deve aumentar e, no futuro, chegar aos carros autônomos, sem motorista –por exemplo, os desenvolvidos pelo Google.
Além de veículos, casas, roupas e outros itens passam a ter evidência no compartilhamento e já têm impacto na economia, aponta o autor.
“A busca do interesse próprio está sendo moderada pela pressão de interesses colaborativos, e o tradicional sonho de enriquecimento financeiro está sendo suplantado pelo sonho de uma qualidade de vida sustentável”, escreve o autor.
TRABALHO
A Tecnologia, Que Faz Alcançarmos Baixos Custos Na Produção Marginal, Também Afeta O Mercado De Trabalho.
Internet Das Coisas (Objetos Interconectados Que Geram Benefícios Para O Cotidiano), Big Data(Coleta E Análise De Muitos Dados), Algoritmos, Inteligência Artificial E Robótica Ajudam Na Substituição Da Mão De Obra Humana Nos Setores Mais Variados, Aponta Rifkin.
A perspectiva levantada por ele é de centenas de milhões de pessoas sem emprego na primeira metade do século 21. Mas a substituição de pessoas por máquinas não é exatamente motivo para pânico, de acordo com o autor.
Rifkin enxerga oportunidades para empreendedores sociais e empregos em organizações sem fins lucrativos.
Há outras chances em um meio conectado com a internet das coisas, que o autor considera a alma gêmea do modelo emergente de bens comuns.
Com auxílio de impressoras 3D, por exemplo, as pessoas passam a ser “prosumidores”, ou seja, produtores e consumidores ao mesmo tempo –de uma simples caneta a um móvel.
Jeremy Rifkin assume ter uma posição ambígua em relação ao capitalismo. Para ele, o sistema foi o mecanismo mais ágil e eficiente para organizar a economia no passado. Mas ele não lamenta o fim do regime.
Rifkin enxerga oportunidades para empreendedores sociais e empregos em organizações sem fins lucrativos.
Há outras chances em um meio conectado com a internet das coisas, que o autor considera a alma gêmea do modelo emergente de bens comuns.
Com auxílio de impressoras 3D, por exemplo, as pessoas passam a ser “prosumidores”, ou seja, produtores e consumidores ao mesmo tempo –de uma simples caneta a um móvel.
Jeremy Rifkin assume ter uma posição ambígua em relação ao capitalismo. Para ele, o sistema foi o mecanismo mais ágil e eficiente para organizar a economia no passado. Mas ele não lamenta o fim do regime.

Projeto cooperativo entrega refeições para moradores de rua

By | Colaboração, Economia | No Comments

Na vida do casal Joelma e Silvio Zequinão, o fim de semana não foi feito pra descansar, mas sim para cooperar com quem precisa. Isso porque eles são os criadores do projeto Vida no Prato, que, aos sábados e domingos,oferece refeições completas para pessoas em situação de rua, nas cidades de Curitiba e São José dos Pinhais, no Paraná.

A ideia surgiu na ceia de Natal de 2014, quando os dois conversavam sobre o aumento de iniciativas solidárias e doações de cestas básicas nesse período festivo. Foi aí que eles pensaram: “E no resto do ano, ninguém come?”. Assim, no mês seguinte, Joelma e Silvio já estavam na rua para fazer a primeira entrega.

Depois de quase um ano do início das atividades, o casal conta hoje com a colaboração de um time de voluntários, que preparam os alimentos e também fazem entregas. No último dia 22 de novembro, por exemplo, o projeto entregou cerca de 100 refeições com arroz, feijão, carne com batatas e suco natural de maracujá.

Iniciativa inspiradora, não é? Se você conhece mais histórias de cooperação parecidas com essa, conte pra gente nos comentários!

 

Fonte: Tribuna Regional.

Música a muitas mãos: ajude a construir uma canção colaborativa

By | Colaboração | No Comments

Já pensou em criar uma música com a ajuda de pessoas do mundo inteiro? Pois é justamente isso que a plataforma Crowdsound está proporcionando aos usuários: a possibilidade de produzir uma canção colaborativa. A melodia é construída nota por nota, através de votação popular e em tempo real.

A proposta, que à primeira vista parece complexa, na verdade é bem simples: basta acessar o site, ouvir o que foi criado até agora e votar na nota que você acha que deve vir a seguir. Quando o número mínimo de votos é atingido, o sistema completa a música com a nota escolhida pelo público – e assim por diante.

Até agora, foram mais de 45 mil pessoas de 145 países ajudando a construir a canção, que ainda não foi finalizada. Em uma próxima etapa, a letra também será criada por meio de crowdsourcing.

Gostou da ideia? Então participe enquanto ainda dá tempo: a música já está na sua fase de conclusão! Acesse: https://crowdsound.net/.

O modelo de casas compartilhadas começa a ganhar força

By | Colaboração, Economia | No Comments

 

 

 

Na onda do ‘coliving’, cariocas adotam uma nova forma de morar

RIO – Mãe e filha, Andreia e Lara Gama moravam desde sempre num apartamento de 80 metros quadrados em Laranjeiras. Até que, em janeiro deste ano, as duas resolveram se mudar para uma mansão de 700 metros quadrados, no vizinho Cosme Velho. O novo endereço tem jardim, piscina, churrasqueira e outros sete moradores que, como elas, decidiram experimentar a vida numa casa compartilhada. Cada um tem seu quarto, enquanto copa, cozinha, sala, lavanderia e área de lazer são usadas por todos. As tarefas domésticas são divididas, assim como as contas de luz, água e gás.

— Ficamos ricas sem precisar ganhar na Mega Sena. Ganhamos em qualidade de vida, claro, mas principalmente em conteúdo, espiritualidade, diversidade — enumera Andreia, socióloga de 47 anos, que alugou o apartamento de Laranjeiras para um amigo francês de passagem pela cidade.

 

Estudante de dança, Lara, 19, completa:

— Antes, eu morava no apartamento da minha mãe, com as regras dela. Sinto que essa casa é mais minha. Tenho maior poder de escolha. E a família cresceu. Quando tenho uma questão com a minha mãe, converso com algum dos meninos.
Enquanto termina de se arrumar para trabalhar em sua suíte, localizada no mesmo corredor onde fica o quarto da filha (são nove dormitórios divididos em dois andares), Andreia vai além.
— Quando morávamos sozinhas, eu tinha que falar para a Lara lavar a louça e reclamava quando chegava tarde. Aqui, deu uma diluída. Tenho outros focos. E minha filha participa de todas as atividades. Acho que viver numa casa compartilhada deveria ser uma escola para todos os adolescentes de classe média do Rio de Janeiro — opina.
O estilo de vida em voga é inspirado num movimento que nasceu na década de 1970, na Dinamarca, e foi oficialmente batizado como “cohousing” pelo arquiteto Charles Durrett, nos idos de 1988, na Califórnia. Bem popular nos Estados Unidos e em diversos países da Europa, as comunidades urbanas começaram a ganhar força no Brasil em 2013, inciando por São Paulo. No Rio, pipocaram no último ano, da Zona Sul à Zona Norte. E a tendência, também chamada “coliving”, dizem os especialistas no tema, é de crescimento.
Numa primeira olhada, o esquema lembra a logística das repúblicas estudantis, mas basta tomar um café com um dos adeptos para entender que economizar a grana do aluguel não é a questão central. Trata-se de uma opção feita por pessoas de todas as idades, amigos, amigos dos amigos, casais, irmãos, mães e filhas. A maioria é formada, pós-graduada e bem-sucedida profissionalmente. O objetivo é compartilhar experiências e viver da forma mais sustentável possível.
— O que está acontecendo hoje é um movimento mundial muito lindo, uma transição para outro modo de habitar o planeta. Há um anseio humano em recuperar o que foi sugado pelo sistema. É uma transformação onde tecer vínculos comunitários é essencial — analisa a arquiteta e pesquisadora Lilian Lubochinski, fundadora de uma consultoria chamada Cohousing Brasil.

 

Os vínculos comunitários são tecidos diariamente na residência que Andreia e Lara compartilham com Bruno Rosostolato (economista), Elisabete Amorim (massoterapeuta), Micael Hocherman (diretor de fotografia), Sadhana Sokol (antropóloga), Thiago Saldanha (produtor cultural) e Washington Ferreira (produtor editorial), e que ganhou o nome de “acasa”. Logo na entrada, um cartaz aponta as regrinhas básicas: de “Tire seus sapatos” a “Traga coisas boas, leve coisas boas”. Dicas de boa convivência são espalhadas por todos os cantos. O lema, escrito num papel roxo, é “Ajude a manter todos os espaços limpos e harmônicos: se encontrar uma tarefa, ela é sua”. Na cozinha, um quadro mostra quem é o responsável pela reposição de produtos de limpeza, pela retirada da cesta de orgânicos, por fazer o pão de cada dia.
Para apoiar a gestão consensual do espaço, são estudados os conceitos da Sociocracia e do Dragon Dreaming, que visam uma organização não hierárquica, horizontal e colaborativa. Para completar, de 15 em 15 dias, os moradores d’acasa se reúnem num grupo de Comunicação Não Violenta (CNV), método desenvolvido pelo psicanalista americano Marshall Rosenberg, que apoia o estabelecimento de relações de parceria e cooperação com base na empatia.
— Morando conjuntamente, as fundações da casa não são as pilastras de concreto. São as relações. E, se as relações não estiverem bem, a casa desmorona — observa Thiago Saldanha, de 30 anos. — Viver de forma compartilhada é passar da lógica da escassez para a lógica da abundância.
Semana passada, o último morador a chegar foi Washington Ferreira, de 48 anos.
— Eu estava de saco cheio da individualidade. Vim em busca da coletividade, desse aprendizado — conta o baiano radicado em Minas Gerais, que há 12 anos morava num quarto e sala em Copacabana.
Massoterapeuta, a carioca Elisabete Amorim, de 30 anos, conversava com um cliente sobre a vontade de viver em comunidade quando ele comentou que era dono de uma casa fechada há dois anos, que não conseguia vender. Ela falou sobre a possibilidade de alugar a propriedade com amigos, esses amigos sondaram outros amigos, os interessados fizeram uma reunião e, em um mês, nasceu acasa.
— É um desafio diário, um resgate das relações que ficaram perdidas. Em grupo, você se depara com várias questões que fugiria se estivesse sozinha num apartamento. Os outros são nosso espelho. E isso acelera o processo de autoconhecimento — avalia Elisabete.
Nova-iorquina baseada no Rio, a antropóloga Sadhana Sokol, de 32 anos, concorda:
— Fácil, não é. Mas há um alinhamento que facilita a harmonia da casa.
Quando há conflito, tudo se resolve na base da conversa. Na roda de Comunicação Não Violenta ou no grupo do WhatsApp.
As dificuldades não impedem o encantamento pelo lugar. Há fila de candidatos a morador. Sábado passado, durante a abertura oficial d’acasa, ouvia-se repetidamente a frase “Também quero morar aqui”. Foi um dia de programação intensa, com “Meditação para o novo Brasil”, na sala de estar, e apresentação do grupo Tambores de Olokun, no quintal.
— Abrimos a casa para mostrar que é possível resgatar esse espírito comunitário mesmo habitando grandes centros urbanos. Existem muitos imóveis ociosos no Rio. Esperamos que o nosso projeto possa dar ânimo à criação de outras casas coletivas na cidade — explica Thiago Saldanha.
A inauguração da casa foi produzida por moradores e colaboradores, com contribuição voluntária de 300 convidados.
— Além de festas, promovemos workshops. Almejamos que um dia acasa seja autossustentável — diz Bruno Rosostolato, economista de 35 anos.

 

Atividades culturais com renda vertida para investimentos internos são um denominador comum nas casas compartilhadas do Rio. Na Legalaje, localizada na Avenida Niemeyer, rola de um tudo, de shows de mantra a rave. No fim do mês, os moradores vão promover um bazar. São vasinhos de suculentas, mandalas, bolsas e até uma linha de cuecas samba-canção: tudo produzido na casa pelos próprios.
Foi o gosto por moda e por design que uniu a paulistana Paloma Christiansen, o carioca André Felipe Bispo e os mineiros Marcela Santiago e Francisco Rath, o Kiko — todos com seus 20 e poucos anos. Sinal dos tempos, os quatro se conheceram através das redes sociais.

 

—Eu seguia a Paloma no Instagram. Era fã do estilo dela. Acabamos virando amigas e ela me falou que tinha uma vaga na casa — conta Marcela. — O que nos une também é a paixão pelo Rio. Somos muito conectados com a praia. Eu não tinha condições de pagar aluguel de um apartamento de frente para o mar sozinha. Juntos somos mais fortes.
O quarteto e as agregadas oficiais, Fernanda Bradaschia e Madalena Godinho, continuam abastecendo as redes, agora com a hashtag #legalaje.
— Caprichamos na cenografia dos eventos que rolam na nossa laje, que já virou um point entre nossos amigos — conta André.
O sentido de comunidade surgiu de forma espontânea na casa. Os três andares, atualmente, são divididos em quatro apartamentos. E há determinados ambientes compartilhados, como a cozinha e a famosa laje.
O imóvel é propriedade do ator e fisioterapeuta Paulo Cesar Rocha, conhecido pelo personagem Paulo Cintura em “Escolinha do Professor Raimundo” (“Saúde é o que interessa, o resto não tem pressa”). O primeiro a chegar foi Kiko, namorado de Paloma.
— O nosso encontro é abençoado pelo Paulo Cintura. Todo dia de manhã eu convoco a comunidade para fazer ginástica na varanda — brinca Kiko, modelo e ator de 25 anos.
Enquanto modelos de coliving começam a ser ensaiados em solo carioca, estudos acadêmicos avançam sobre o tema. Integrante do movimento Cidades em Transição, a educadora Taisa Mattos, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), foi à Alemanha pesquisar sobre modos de vida sustentáveis.
— Visitei um antigo prédio, desocupado após a Segunda Guerra. Lá, cada núcleo familiar mora em seu quarto, com sala de TV, lavanderia e cozinha partilhadas — conta Taisa. — O coliving surge como uma proposta que pode dar certo mesmo num mundo em que as pessoas estão acostumadas a valores individualizados, pois a ideia é manter o espaço privado de cada um, só que de forma otimizada.
Maior autoridade em cohousing no Brasil, que viaja o país inteiro palestrando sobre o movimento, a arquiteta Lilian Lubochinski planeja construir, em breve, um empreendimento de casas compartilhadas focado no público da terceira idade, em São Paulo.
— É um trabalho com idosos que foram da geração hippie, que estão “envelhecentes” e em busca de soluções mais adequadas para dar conta da longevidade — explica a urbanista.
Por sua vez, a gestora de projetos carioca Gabriela Valente está desenvolvendo um coliving para “mães solo”, em parceria com a amiga Priscila Accioly. As duas têm filhas pequenas e frequentam espaços de economia colaborativa, como os de coworking, primo, aliás, do cohousing.
— O objetivo é levar essa discussão para o âmbito público, uma vez que se trata de uma solução coletiva para a cidade. Em Milão, por exemplo, a prefeitura concede isenção de IPTU para colivings — compara Gabriela. — No Rio, existe uma leva enorme de mulheres com vontade de ensaiar essa nova forma de convivência, essa nova forma de criar os filhos, com creches em casa e unschooling. Famílias mononucleares não são mais uma forma sustentável de se viver. Não é um plano. É a saída.
O alinhamento do processo de coliving com projetos de educação é a essência da Casoca, comunidade urbana criada há seis meses numa simpática vila na Tijuca. Dos seis moradores, quarto são educadores: Adriana Pereira de Almeida Salles, Ana Laura Macedo, Marcela Rosolia Matis e Mayara Gonçalves Vieira. Jovens de 20 e poucos anos, elas trabalham numa creche parental no Flamengo e num projeto de educação infantil no Cosme Velho.
— Começamos a desenvolver um projeto para trabalhar em casa também, pelo menos por dois dias na semana — conta Adriana. — Por que não trazer crianças aqui da Tijuca para a nossa casa e dividir com elas a experiência de se viver numa comunidade?
Os outros dois moradores são o cineasta Lucas Macedo, de 24 anos (que vem a ser irmão de Ana Laura), e a professora de ioga Natalia da Costa, de 26 (seu namorado, o animador André Perlingeiro, de 36 anos, é o agregado oficial da Casoca).
— Fizemos um casocamento ao entrar na casa. No ritual, lemos as nossas intenções — conta Ana Laura.
— E cada um plantou uma árvore na hortinha que temos no terraço — completa Adriana.
A Casoca tem cinco quartos: dois são individuais, dois são compartilhados e um é usado como sala de terapias. Todos os ambientes foram decorados com móveis doados ou reaproveitados. Paletes fazem as vezes de sofás e gavetas encontradas em caçambas, na rua, foram forradas com chitas para virar módulos de estante. Os seis dividem o aluguel e todas as contas, penduradas numa cortiça. Outro quadrinho elenca os responsáveis por cada espaço da área comum — cozinha, banheiro, sala.
— A cada mês, um de nós se candidata a ser guardião do dinheiro, guardião da limpeza, guardião da comida. A ideia é que seja rotativo para todo mundo experimentar tudo. Já tiveram alguns perrengues, claro, principalmente com comida. Dois meses atrás, a casa ficou totalmente desabastecida — conta Ana Laura. — Eu tive um conflito e, como estava lendo Paulo Freire, que fala da muito da mudança através da revolta, escrevi um texto desaforado no nosso grupo do WhatsApp. Deu certo: fizemos reunião na mesma noite e resolvemos o problema.
Ana Laura conta a história enquanto é atentamente observada pelos demais moradores.
— Por mais que pareça complicado, com várias reuniões e divisões de tarefas, o objetivo da comunidade é simplificar a vida — ela diz.
Adriana pede a palavra:
— Te fortalece muito dividir as questões diárias com outras pessoas. É uma força mesmo, diante de tantos problemas que estamos vivendo no país. A sensação é que podemos crescer juntos.
O grupo se uniu após viver uma experiência em Piracanga, ecovila localizada em Itacaré, na Bahia. Cada um passou uma determinada temporada lá (de um a seis meses).
— Os jovens saem de Piracanga empoderados, com um potencial de criação muito grande e com vontade de mudar o mundo mesmo — empolga-se Ana Laura.
Líder da Comunidade Tribo Inkiri de Piracanga, Angelina Ataíde esteve no Rio para uma palestra, mês passado, e ficou orgulhosa quando soube da criação da Casoca.
—Em Piracanga, além de vivermos em comunidade, oferecemos oportunidades para que outras pessoas venham para cá e tenham uma experiência de vida comunitária. São práticas muito transformadoras — enfatiza Angelina. — O que me encanta muito é a energia e o potencial de transformação dos jovens. O processo para eles é muito rápido e eles têm muita força de vontade para colocar em ação. A Casoca é um exemplo de comunidade urbana que nasceu inspirada por pessoas que passaram por Piracanga e hoje vivem seu sonho de comunidade na cidade inspirando mais pessoas nesse processo de transformação. A base de todo esse movimento de comunidades intencionais e casas compartilhadas é um despertar da humanidade para o valor da união. Essa é a base de uma nova humanidade que já surgiu e está se consolidando cada vez mais em diversas partes do planeta — diz.
Diretor do documentário “Ecovilas Brasil”, o carioca Rafael Togashida tem uma teoria singular para o movimento:
— A primeira grande virada acontece quando a humanidade deixa de ser nômade e começa a criar assentamentos praticando a agricultura. A segunda é a Revolução Industrial. E a terceira é agora, a era da colaboração. A primeira aconteceu em milhares de anos, a segunda em gerações e a terceira vai acontecer muito rápido, estima-se que em 20 a 30 anos. Na verdade, já está acontecendo.